Todos os anos o Cisco Live apresenta novas tecnologias, atualizações de produtos e tendências para o mercado de TI. Mas, depois de acompanhar as principais sessões do evento em Las Vegas, uma conclusão ficou clara: a maior transformação não está em uma tecnologia específica. Ela está na forma como as empresas vão operar seus ambientes daqui para frente. Hoje com mais aplicações, mais dados, mais dispositivos conectados e maior pressão por disponibilidade e segurança, o desafio deixou de ser apenas expandir a infraestrutura. O desafio agora é reduzir a complexidade operacional.
Confira os principais temas que chamaram nossa atenção durante o Cisco Live 2026.
1. A IA finalmente chegou à operação de TI
A Inteligência Artificial esteve presente em praticamente todas as discussões do evento. Mas diferente dos anos anteriores, o foco não estava em ferramentas isoladas ou experimentações. A Cisco apresentou uma visão muito mais prática: utilizar IA para apoiar as operações do dia a dia.
Um dos conceitos mais discutidos foi o AgenticOps, abordagem que utiliza agentes inteligentes para analisar dados, correlacionar eventos, identificar causas de problemas e sugerir ações para as equipes.
Na prática, isso significa:
- Menor tempo para identificação de incidentes
- Redução de atividades manuais
- Resolução mais rápida de problemas
- Maior produtividade das equipes de operação
A tendência é clara: os times de infraestrutura passarão menos tempo procurando informações e mais tempo tomando decisões. Outro tema recorrente durante o evento foi a necessidade de unificar a gestão dos ambientes.
2. O fim das operações fragmentadas
Muitas empresas ainda operam com ferramentas separadas para rede, infraestrutura, observabilidade e segurança. O resultado é conhecido: falta de visibilidade, dificuldade de correlação de eventos e aumento do tempo de resposta. Nesse contexto, um dos anúncios mais relevantes foi o Cisco Cloud Control.
A proposta é centralizar a administração de diferentes soluções da Cisco em uma única plataforma, integrando tecnologias como:
- Cisco Meraki
- Cisco Intersight
- Splunk
- Nexus Dashboard
Além da experiência unificada, a plataforma traz integração de credenciais, visibilidade compartilhada entre as soluções e recursos de troubleshooting com contexto completo do ambiente.
O objetivo é simples: menos silos e mais eficiência operacional.
3. Observabilidade se tornou prioridade
Monitorar já não é suficiente. O que vimos no Cisco Live é uma forte evolução para observabilidade completa dos ambientes.
A diferença é importante. Enquanto o monitoramento informa que existe um problema, a observabilidade busca explicar por que ele aconteceu e qual o impacto para o negócio.
As discussões envolvendo Splunk mostraram justamente esse movimento. As organizações estão buscando conectar dados de infraestrutura, aplicações, rede, segurança e serviços digitais em uma visão única.
Isso permite:
- Detectar problemas mais rapidamente
- Identificar causas-raiz com maior precisão
- Antecipar falhas antes que afetem usuários
- Melhorar a experiência dos serviços digitais
Com ambientes cada vez mais distribuídos, observabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade.
4. Infraestrutura preparada para IA
A explosão das iniciativas de Inteligência Artificial está criando uma nova demanda sobre as áreas de infraestrutura. Por isso, diversos fabricantes apresentaram soluções voltadas para ambientes mais escaláveis, flexíveis e fáceis de administrar.
Nesse contexto, chamou atenção a evolução do FlashStack com Nutanix. As novas integrações apresentadas ampliam a capacidade de gerenciamento centralizado através do Cisco Intersight, permitindo administrar ambientes de virtualização e armazenamento a partir de uma única interface.
Isso reduz a complexidade operacional e aumenta a visibilidade dos recursos. Além disso, reforça uma tendência importante: a infraestrutura está voltando ao centro das decisões estratégicas.
Empresas que desejam acelerar projetos de IA precisarão de ambientes capazes de crescer sem aumentar proporcionalmente a complexidade da operação.
5. Segurança cada vez mais integrada à operação
Outro ponto que apareceu em diversas sessões foi a convergência entre rede, observabilidade e segurança. A tendência é abandonar modelos em que cada área trabalha de forma isolada.
Em vez disso, as organizações estão adotando arquiteturas capazes de compartilhar informações entre diferentes camadas da infraestrutura.
Também vimos discussões relevantes sobre segmentação de ambientes, proteção de usuários, dispositivos e aplicações, além da integração de dados para acelerar investigações e respostas a incidentes. O objetivo é criar operações mais resilientes e menos dependentes de processos manuais.
Depois de acompanhar as principais sessões do evento, uma mensagem ficou evidente. O mercado não está buscando mais ferramentas. Está buscando menos complexidade.
IA, observabilidade, automação, infraestrutura híbrida e plataformas integradas são peças de uma mesma estratégia: permitir que as equipes operem ambientes cada vez maiores sem aumentar proporcionalmente o esforço operacional.
As organizações que conseguirem unificar operações, ampliar a visibilidade e utilizar inteligência para acelerar decisões estarão mais preparadas para lidar com os desafios dos próximos anos. E tudo indica que essa transformação já começou.
Quer entender como essas tendências podem ser aplicadas à sua realidade? A HYPE acompanha de perto a evolução das principais tecnologias do mercado para ajudar empresas a construir ambientes mais eficientes, seguros e preparados para o futuro.